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16 outubro, 2009

Cinzeiro do obsessivo



Beatas sempre arrumadas da mesma maneira.

Não resisti a desarruma-las, mais tarde reparei que tinham voltado à disposição inicial.

O dono obsessivo arruma papéis por tamanhos e cores, sai a horas certas para comprar cigarros, e por aí adiante...

É tão desorganizado nos pensamentos, que nem dá para acreditar...

Mas acredito nas suas colecções de porcarias inúteis (até para ele), na disposição sempre igual da sua casa, na sua incapacidade de as coisas serem de outra maneira...

Fuma obsessivamente todos os cigarros até ao fim, cria sempre o mesmo padrão de beatas. Será que os seus dias poderão ser “assaltados” por alguma mudança?

09 outubro, 2009

Cinzeiro partilhado...



Assim encerramos uma noite dura.
De conversas muito estranhas aos nossos verdadeiros sentimentos e desejos.
Houve olhos como punhais e palavras como armas de fogo...
Somos dois muito doridos e perdidos... mas com um pequeno pedido tudo mudou!
A nossa verdadeira ternura veio ao de cima como um peixe a saltar para fora de água.
Acabou por amanhecer e alegria, ternura... amor, verdadeiro amor.

06 outubro, 2009

Cinzeiros. O que contam?

Reparo todos os dias nos cinzeiros alheios.

Por vezes é o seu formato, as beatas ou as outras coisas que lá deixam, desperta-me a curiosidade. Pequenas histórias vêm-me ao pensamento, noutras as imagens falam por si...

Para começar apresento o meu cinzeiro. O que me acompanha nas noites de insónia, nas letras que vou lendo e escrevendo e muitas vezes nas horas de ócio.


Não tem uma história especial.

Faz parte das minhas memórias de infância, fazia parte da sala de estar de casa de meus pais, pousado numa mesa de vidro.

Descobri-o numa das “explorações (quase) arqueológicas” aos armários da casa (agora, só) da minha mãe.

Tornou-se um amigo por ser tão kitsch.