Reparo todos os dias nos cinzeiros alheios.
Por vezes é o seu formato, as beatas ou as outras coisas que lá deixam, desperta-me a curiosidade. Pequenas histórias vêm-me ao pensamento, noutras as imagens falam por si...
Para começar apresento o meu cinzeiro. O que me acompanha nas noites de insónia, nas letras que vou lendo e escrevendo e muitas vezes nas horas de ócio.

Não tem uma história especial.
Faz parte das minhas memórias de infância, fazia parte da sala de estar de casa de meus pais, pousado numa mesa de vidro.
Descobri-o numa das “explorações (quase) arqueológicas” aos armários da casa (agora, só) da minha mãe.
Tornou-se um amigo por ser tão kitsch.
Talvez a tua busca pelos cinzeiros te tenham levado até ao meu que agradece, por vezes beatas alheias como que a disfarçar a solidão da cinza que lhe deposito.
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